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Adonai - Rosto de Infinito |
 Frei Manuel Pires (Assistente do Grupo Adonai) | | Adonai – Rosto de Infinito | | | | Caros jovens: Paz e Bem Hoje partilho convosco uma reflexão de José Gil, publicada na Revista "Visão" desta semana com o título – Fim do Infinito. Nele aborda a problemática da Adolescência, talvez tendo como pano de fundo a violência nas Escolas etc. Os jovens do Adonai já não são adolescentes, pois já estão quase licenciados; outros já na vida profissional. Entretanto o José Gil diz-nos que o nosso mundo está a cortar às gerações novas a asas do infinito. Cito:" Seria necessário um estudo para nos apercebermos das devastações que a extensão do fim do infinito está a provocar. A atrofia dos afectos, a neutralização das intensidades (intelectuais, emocionais, corporais... a estagnação da criatividade... o corpo humano é o que dele dizem as neurociências; uma cidade é o conjunto dos seus elementos humanos e materiais computorizados; uma vida esgota-se num curriculum". E quase a concluir: "Como lidar com este feixe de forças à solta num mundo desvelado e desertado pelo infinito? Proporcionando-lhe meios de criar, de se pôr à prova, de se descobrir, de tomar iniciativas e responsabilidades, de conceber e realizar projectos". Jovens do Adonai, vós tendes também uma costela franciscana. E Francisco de Assis foi um jovem que acreditou no sonho, na utopia, na fraternidade, na abertura à Esperança. Estamos a celebrar a semana das vocações. Dentro de dias vamos celebrar o mês de Maria. Ela bem pode ser a mulher jovem a acender essa chama do terceiro dia, que nos abre às fronteiras do INFINITO. | | | MEDITAÇÃO PASCAL Passo a passo subimos ao Calvário (Na treva espessa é que se aspira à luz). Mas o caminho nunca é solitário: Há sempre quem ajude a suportar a cruz! Há sempre uma mulher que enxuga o rosto E que o piedoso pranto não sustém Ao ver sangrar o filho à fúria exposto: Há sempre alguém a quem chamamos mãe! Há sempre o açoite do ódio e da vingança E o jogo no pó do interesse mesquinho. Há sempre, num insulto, a ponta de uma lança A ferir-nos de fel, mais que o cravo e o espinho! Mas há sempre uma voz que nos pede perdão E morre ao nosso lado com serena alegria. Há sempre, meu Deus, a tua mãe E o milagre do terceiro dia! (António Manuel Couto Viana) |
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