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28 de Agosto de 2008
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Adonai - Rosto de Infinito

Frei Manuel Pires (Assistente do Grupo Adonai)
 
Adonai – Rosto de Infinito

 

 

 

Caros jovens: Paz e Bem

Hoje partilho convosco uma reflexão de José Gil, publicada na Revista "Visão" desta semana com o título – Fim do Infinito.
Nele aborda a problemática da Adolescência, talvez tendo como pano de fundo a violência nas Escolas etc.
Os jovens do Adonai já não são adolescentes, pois já estão quase licenciados; outros já na vida profissional. Entretanto o José Gil diz-nos que o nosso mundo está a cortar às gerações novas a asas do infinito. Cito:" Seria necessário um estudo para nos apercebermos das devastações que a extensão do fim do infinito está a provocar. A atrofia dos afectos, a neutralização das intensidades (intelectuais, emocionais, corporais... a estagnação da criatividade... o corpo humano é o que dele dizem as neurociências; uma cidade é o conjunto dos seus elementos humanos e materiais computorizados; uma vida esgota-se num curriculum".
E quase a concluir: "Como lidar com este feixe de forças à solta num mundo desvelado e desertado pelo infinito? Proporcionando-lhe meios de criar, de se pôr à prova, de se descobrir, de tomar iniciativas e responsabilidades, de conceber e realizar projectos".
Jovens do Adonai, vós tendes também uma costela franciscana. E Francisco de Assis foi um jovem que acreditou no sonho, na utopia, na fraternidade, na abertura à Esperança.
Estamos a celebrar a semana das vocações. Dentro de dias vamos celebrar o mês de Maria. Ela bem pode ser a mulher jovem a acender essa chama do terceiro dia, que nos abre às fronteiras do INFINITO.

 

MEDITAÇÃO PASCAL
Passo a passo subimos ao Calvário
(Na treva espessa é que se aspira à luz).
Mas o caminho nunca é solitário:
Há sempre quem ajude a suportar a cruz!
Há sempre uma mulher que enxuga o rosto
E que o piedoso pranto não sustém
Ao ver sangrar o filho à fúria exposto:
Há sempre alguém a quem chamamos mãe!
Há sempre o açoite do ódio e da vingança
E o jogo no pó do interesse mesquinho.
Há sempre, num insulto, a ponta de uma lança
A ferir-nos de fel, mais que o cravo e o espinho!
Mas há sempre uma voz que nos pede perdão
E morre ao nosso lado com serena alegria.
Há sempre, meu Deus, a tua mãe
E o milagre do terceiro dia!

(António Manuel Couto Viana)


 
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