A antevisão do aniversário continua, e hoje temos o testemunho da Elsa Pedroso sobre o seu tempo no Grupo Adonai:

“No meu tempo, ser Adonai era muito mais do que ser simplesmente um elemento do grupo Adonai – tal como ainda o é nos dias de hoje. Ser Adonai era ser parte de algo idealizado, algo sonhado pelo Frei António Pojeira, algo que respondia às minhas necessidades daquele tempo, bem como às de outros jovens como eu. E tantas eram essas necessidades – o querer sair para poder estar com os amigos, o desejo de alargar horizontes e laços de amizades, a vontade em descobrir resposta para as nossas perguntas sobre nós mesmos e sobre Deus. E o grupo Adonai foi, sem dúvida, o lugar ideal por onde começar a procurar por respostas.

Talvez aquilo que me puxou mais foi a oportunidade de poder sair para estar com o meu grupo de amigos que, a partir do momento em que ingressei no grupo, foi crescendo e crescendo. O grupo começou com alguns jovens e acompanhei o seu crescimento, ano após ano. E ano após ano, os amigos foram aumentando e os laços de amizades foram fortificados. Laços de amizade que, ainda hoje, passados tantos anos, mantenho e têm tanto significado para mim. Sentir que somos parte de algo maior é muito bom. Mas é ainda melhor perceber que connosco estão outras tantas pessoas que caminham para o mesmo.

Com a minha entrada no Adonai ganhei muitas coisas. Ganhei, é claro, os amigos. Ganhei a oportunidade de me aproximar de Deus. O Adonai era um lugar que podia responder às nossas dúvidas, onde podíamos aprender e crescer na fé. E isso foi sem dúvida gratificante. Se não tivesse sido elemento do Adonai, nos tempos que correm iria à missa? Se calhar não. Se calhar não saberia o que sei hoje, não me teria tornado catequista, não teria guiado tantas crianças na fé, não teria ajudado tantos jovens no seu percurso. O grupo Adonai foi uma luz no meu caminho e é essa luz que quero transmitir aos meus catequizandos e aos jovens.

Ganhei, também, a oportunidade de participar em vários projetos e atividades. Folclore, teatro, dança, e o mais gratificante foi ter podido dar um pouco de mim a cada projeto que nasceu no Adonai.

Olhar para trás, passados tantos anos, e ver que acompanhei o crescimento deste grupo e contribuí para isso é motivo de orgulho. Em cada companheiro meu, amigos que ainda hoje preservo, vejo o que é ser Adonai. Vejo o que é ser Adonai na Eucaristia, nas vozes dos jovens que a animam, nos autos de Natal, nas diversas atividades do grupo. E claro, no aniversário. Tudo isto faz-me sempre lembrar que fui Adonai e que ser Adonai é sê-lo todos os dias, fora e dentro do grupo. Ver o Adonai faz-me pensar que eu fui uma dos muitos jovens que construiu o Adonai de hoje e não há nada melhor do que ver um projeto como este grupo continuar passados 38 anos e saber que eu fui parte dele e continuo a ser.”

Faltam 5 dias!