Este ano, para a contagem decrescente até ao aniversário, pedimos aos ex-elementos do Grupo Adonai que escrevessem testemunhos sobre o seu tempo no grupo, a sua experiência do que é estar no Adonai e, mais importante, ser Adonai. O primeiro texto é o da Olinda Ribeiro:

“O Adonai entrou na minha vida ao mesmo tempo que a rebeldia e as dúvidas da juventude. O país atravessava, também ele, um período de juventude numa democracia que dava os primeiros passos. Tudo se punha em causa, os valores tradicionais, a religião, os princípios que regiam as pessoas e as famílias. Ser Adonai foi, por isso, e no princípio também uma forma de remar contra a maré, de contestar as ideias que iam tentando impor-se aos poucos na sociedade. Por isso no início o Adonai chegou a ser «perseguido» e, talvez por isso também, o espírito de união entre todos os elementos era muito sólido. O Adonai começou por ser um espaço de encontro de amigos, um espaço de lazer e bem estar. Pouco a pouco o Senhor Jesus, pelas mãos dos freis capuchinhos, e de um modo especial pelas mãos do frei Pojeira, foi entrando na minha vida, revelou-se totalmente e transformou tudo aquilo em que acreditava. Jesus passou a ser mais um dos elementos do grupo e os gestos, as eucaristias, os encontros de formação ganharam uma nova luz.

Ser Adonai passou a ser sinónimo de ser cristão, contra tudo e contra todos, pelos irmãos, acima de tudo e antes de tudo. A luta já não era contra a religião «ópio do povo» mas pela religião «libertação do povo».

O Adonai norteou a minha vida, abriu-me os horizontes e mostrou-me que a verdadeira felicidade se encontra em Jesus Cristo que se faz presente na eucaristia, na oração, no serviço aos irmãos. A minha vida está assim dividida: o que fui antes e o que sou depois do Adonai.”

Faltam 7 dias!