“Vir a Taizé é ser convidado a viver uma procura de comunhão com Deus, através das orações comunitárias, dos cânticos, do silêncio, da reflexão pessoal e da partilha.”

Foi de espírito renovado que os onze elementos do Grupo ADONAI deixaram Taizé este domingo para partir de volta às suas casas.

Preenchida por orações, reflexões, caminhadas/visitas e muitos momentos especiais, a semana passou a voar. Aqueles que já tinham ido a Taizé já conheciam os seus encantos, ao contrário do contingente de estreantes. Ainda assim, todos partiram à descoberta de algo novo.

De tudo o que foi vivido naquela pequena comunidade, os momentos mais intensos foram, sem dúvida, as orações da noite. A semana foi em crescendo até que, na sexta-feira, para além da tradicional e emocionante oração à volta da cruz, em que todos têm oportunidade de a adorar, a comunidade de irmãos acolheu um novo membro – Henry, da Guatemala – e teve ainda tempo de celebrar a Assunção da Virgem Maria. No sábado, para além do arrepiante acender das velas, honrou-se ainda, à maneira simples de Taizé – colocar a sua imagem preferida na frente da Igreja da Reconciliação bastou – a memória do Irmão Roger, por ocasião do nono aniversário da sua morte. A isto acrescentou-se a emoção de viver a última oração da noite em Taizé.

Porém, mais momentos houve que marcaram o grupo pela positiva. Logo à chegada, ainda na montagem das tendas em que dormiríamos, o espírito de grupo e sacrifício foi posto à prova quando um dilúvio forçou todos a juntar esforços para poupar da chuva os nossos pertences. Aí, felizmente, pudemos contar com a boa vontade dos elementos da JUFRA, que nos disponibilizaram as suas camaratas.

Na quinta-feira, já após um discurso do Irmão Alois sobre a construção da paz e de uma comunidade entre cristãos, e da entrega de flores a cada país por várias crianças – enquanto crianças palestinianas, cujos avós vivem na atribulada Faixa de Gaza, liam os nomes das várias dezenas de países – o grupo teve a oportunidade de, num momento de felicidade pura para todos, estar um pouco à conversa com o Irmão Alois, orar e receber a sua bênção. Um momento emocionante para o grupo, tocado pela simplicidade do prior de Taizé nas palavras e na sua forma de ser e estar.

Houve ainda o tempo passado no Jardim do Silêncio, um momento mais individual; as noites no Oyak, o bar de Taizé… a vida na colina não deixou faltar ao grupo bons momentos para viver.

A despedida, na manhã de domingo, foi emocionante: repleta de tristeza por partir mas de felicidade por todos os momentos ali vividos. De espírito renovado, alma cheia, e imbuídos no espírito ecuménico de Taizé, regressamos a casa com apenas uma missão: estender Taizé e o seu espírito à nossa comunidade mas, principalmente, na nossa vida!